
O
congelamento da carne é um processo muito simples e
prático, além de ser um dos melhores métodos
de conservar o produto, reduzindo as alterações
de cor, de sabor e de valor nutricional.
Todos
os tipos de carne podem ser congelados, com exceção
dos miúdos e das vísceras, que não devem
passar por esse processo, pois deterioram-se com mais facilidade.
Caso as vísceras não sejam consumidas de imediato,
elas devem ser fervidas e mantidas em refrigeração
(em geladeira) por um período de, no máximo,
dois dias.
Hoje
é possível comprar carnes já congeladas,
cujo tempo de conservação será bem maior
se forem mantidas congeladas em casa. Nada impede, no entanto,
que se comprem carnes frescas e se faça o congelamento
em casa.
Para
fazer um congelamento caseiro, é preciso estar atento
a normas de higiene e a alguns fatores que interferem na qualidade,
na segurança e na boa conservação da
carne.
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Condição inicial do produto: a carne deve ser
sempre adquirida em estabelecimentos idôneos, que zelem
por sua boa procedência. É importante ter um
fornecedor de sua inteira confiança.
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Teor de gordura: as carnes magras conservam-se melhor do que
as carnes com capa de gordura. No caso de cortes como picanha
e contrafilé, prefira, para congelar, as carnes embaladas
a vácuo.
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Embalagem para congelamento: hoje se encontram no mercado
várias peças de carne já embaladas. Ao
serem congeladas, as carnes sempre devem estar acondicionadas
em embalagens plásticas limpas, de onde se deve retirar
todo o ar. Uma ótima opção é congelar
produtos adquiridos em embalagens fechadas a vácuo.
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Tipo de congelamento: o congelamento de carne deve ser rápido,
pois assim provoca poucas alterações nas características
do produto. O congelamento rápido não ocasiona
grandes danos ao tecido muscular e garante a preservação
da maciez e da qualidade nutricional do produto. Este procedimento
evita a formação de grandes cristais de gelo
no interior das fibras, mantendo, assim, a integridade do
produto.
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Grandes porções de carne: evite congelar grandes
pedaços de carne. O mais aconselhável é
dividir a peça em porções, ou seja, cortar
os pedaços em tamanhos que lhe sejam convenientes para
o uso no dia-a-dia, pois pedaços grandes demoram muito
tempo para congelar-se, o que favorece a formação
de grandes cristais de gelo no interior dos tecidos. Esses
cristais alteram as qualidades culinárias da carne,
sobretudo a suculência (quantidade de suco). Além
disso, tal procedimento evita o desperdício, pois a
carne, uma vez descongelada, não deve ser novamente
congelada. Carne descongelada só poderá voltar
ao freezer como prato pronto, nunca crua.
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Não é aconselhável lavar as carnes com
água antes de congelá-las.
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Carnes com ossos: se você congelar carnes com ossos,
tome cuidado para que eles não furem a embalagem.
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Carnes temperadas: evite congelar carnes já temperadas.
Temperos como cebola e alho têm alteração
de sabor quando congelados por um certo tempo.
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Carne moída: caso queira congelar carne moída,
compre-a sempre em estabelecimentos de sua confiança
e peça carnes mais magras para moer. A carne moída
deteriora-se mais rápido, pois passa por um processo
em que há quebra das fibras em partículas muito
pequenas.
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Etiquetas: outra dica muito útil é o uso de
etiquetas nas embalagens, nas quais se deve colocar o nome
da peça de carne (picanha, maminha, alcatra), a data
de validade ou de congelamento e a quantidade contida na embalagem
(por exemplo, seis bifes, 300 g, para quatro pessoas). Lembre-se
de que as carnes, quando congeladas, são todas parecidas
e, com o uso de etiquetas, você evitará possíveis
enganos de cortes ou de porções.
Seguindo
esses cuidados, a carne congelada terá validade de
até oito meses para carnes em pedaços; seis
meses para bifes ou carne assada e três meses para carne
moída. Se a carne permanecer congelada por muito tempo,
ela começará a ressecar-se. O efeito de ressecamento
é maior em pedaços pequenos do que em pedaços
grandes, daí a variação no tempo de validade.

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